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14 de março de 2011

Camboja: Siem Reap, os Templos de Angkor - negocie seu tour e compre água!

Então, no dia anterior o guia do tour ao Tonlé Sap negociou com o motorista de Tuk Tuk o tour para os templos de Angkor, pasmem, uma dia inteiro a nossa disposição para o circuito pequeno por US$12,00 (e não era por pessoa), e pedimos que ele comprasse água mineral, já que para nós nos templos custaria cada garrafinha por US$1,00, ele compraria 12 pelo mesmo preço.

No dia seguinte, no horário combinado, ele passou para nos buscar, com um isopor pequeno com gelo e água gelada, além de lenços umedecidos, simplesmente fantástico, porque andar no sol o dia inteiro é uma ótimo pedida para a desidratação, fomos no inverno, mas a sensação térmica que tínhamos neste dia era de uns 35 graus celcius...

Nosso 'guia' não tinha o inglês fluente, mas nos entendia e conseguiu nos explicar onde estávamos e onde deveríamos encontrá-lo depois, além disso não insistiu nenhuma vez que almoçássemos ou parássemos em qualquer loja ou barraca e algumas vezes nos salvou do assédio de vendedores. Por vezes ele ria da nossa cara, quando saímos de um templo sendo seguidas por várias crianças tentando nos vender artesanato, quase tudo custa "One dollar ladyyy", nem preciso dizer que cedemos a pressão várias vezes e eu acabei comprando até uma flauta, mas a menina me ganhou com o sorriso.

O mais impressionante, que ao pagar US$15,00, somente 3 a mais que havíamos combinado, ele abriu um sorriso e me agradeceu muito repetindo diversas vezes "Happy, Happy, Very Happy", pensa que ele ficou mais de 10 horas a nossa disposição...

Aproveitamos e fechamos o tour mais longo com ele, para o dia seguinte, desta vez por US$25,00, o trajeto percorrido é bem maior só o templo de Banteay Srei fica uns 37Km de Angkor Wat, por isso gasta mais gasolina. E no outro dia lá estava Jon todo arrumado nos esperando para mais um dia de trabalho, isopor com água mineral gelada e lenços umedecidos, tudo super caprichado. Claro que no final do dia demos a ele mais gorjeta, afinal não é sempre que por tão pouco temos um tratamento tão VIP assim.

Eu e o Jon, no seu Tuk Tuk de oncinha :-)

Importante:
- Negocie seus tours com o motorista de Tuk Tuk;
- Se der, compre o passe antes e com validade para vários dias (opções: 1, 3 ou 7 dias de visitação, passe válido por 30 dias), assim nos dias subsequentes você não precisa entrar na fila novamente;
- Peça para seu motorista comprar as garrafinhas de água mineral e carregue sempre uma com você durante a caminhada pelos templos;
- Compre um mapa; e
- Veja o por do sol ao menos uma vez.

13 de março de 2011

Camboja: Siem Reap e Tonlé Sap

Siem Reap e seus templos é um lugar que todos deveriam conhecer. Com certeza um dos pontos altos da nossa viagem, um lugar fantástico e talvez posso arriscar mágico, porque mesmo com tantos turistas (pencas e pencas de ônibus cheios de coreanos, japoneses, chineses e tantos outros) quando você caminha pelos templos você ainda tem uma sensação de paz. A cidade fica no noroeste do Camboja e é a porta de entrada para a região de Angkor.

Mas então ficamos hospedadas bem no centro da cidade, no Terrasse des Elephants, a localização é incrível uma quadra do mercado noturno (Old Market), meia quadra da rua 'The Alley', rua de Boutiques descoladas e vários restaurantes, e uma quadra da Pub Street, que o próprio nome dispensa apresentações. O hotel é bem bom, a decoração é bem 'over', é muito dourado, muito detalhe, incluíndo uma fonte gigante com um laguinho no meio do quarto, com uma ponte onde fica o chuveiro.
No meio a fonte, com o chuveiro ao fundo, as outras duas fotos são no terrasso em cima do hotel.
Chegamos a tarde, e logo após o check in já contratamos um tour para ver o pôr do sol no Tonlé Sap, por recomendação de um amigo, custou US$33,00 por pessoa com comida e bebida em um barco no lago. O Tonlé Sap é um lago que na época de chuvas pode chegar a extensão de 12.000 Km², quando na época seca é de apenas de uns 2.500 Km² (valores aproximados). É uma importante fonte de água para a região, e muitas famílias (milhares) vivem ali e tiram seu sustento da pesca e comércio, mais da metade do peixe consumido no país vem do Tonlé Sap. Foi designado pela Unesco como patrimônio de preservação da biosfera em 1997.
Estas casinhas azuis são uma igreja e uma escola, meio de transporte mais utilizado, compras, ida à escola, o mercado/restaurante e a vista de cima dele.

Então o guia veio nos buscar de Tuk Tuk e nos levou a uma espécie de porto, onde você compra um ticket de barco até às Floating Villages e fomos no barco, pilotado por uma criança (sem brincadeira), até uma mercado/restaurante flutuante. É um tanto chocante, meio desconcertante, porque tem pedintes, em barcos menores, com crianças chorando e até tinha uma com uma cobra pendurada no pescoço, que os turistas podiam tirar foto em troca de dinheiro, você desce e no 'mercado' tam uma 'crocodile farm' e também outros tanques com peixes... enfim, tem que ir e ver toda esta 'bagunça' flutuante, uma experiência bem interessante.
Barco pesqueiro, criança brincando na bacia, um dos crocodilos e uma vista de parte da vila.

A parte de tour que foi nada a ver foi seguir até um barco, ancorado no lago, que é um restaurante all inclusive para turistas. Talvez teria sido mais legal se na hora do pôr do sol não tivessem tantas nuvens, mas mesmo assim, poderíamos ter visto o mesmo do mercado com fazenda de crocodilos.

Não gostei da volta no breu, desde o começo eu já não gostei de andar com uma criança pilotando o barco, mas ele sabia o que estava fazendo, apenas fiquei apreensiva. o guia era simpático, inteligente e falava bom inglês, contou algumas coisas da cidade, do país a rspeito da educação e saúde e por isso valeu muito o tour. Além disso ele negociou com o motorista do Tuk Tuk nossos passeios pelos templos e o foi espetacular, mas contarei mais no próximo post.

3 de março de 2011

Camboja: Phnom Pehn I

Viajamos à Phnom Penh, capital do Camboja, pela Thai Airways, fazendo escala em Bangkok. Após o visto (tira no próprio aeroporto, no de Siem Reap também, custa US$20,00 e tem que levar uma foto recente) e imigração, a van do hotel estava nos esperando. A chegada no hotel não podia ser melhor, o Villa Langka é uma graça, uma vila estilo francês no centro da capital cambojana, super tranquilo, decoração moderna e quarto e banheiro amplos.

Phnom Penh não nos foi muito bem recomendada, inclusive foi mencionada como uma cidade que se poderia pular, mencionada como uma cidade perigosa e sem muita coisa para fazer. Ficamos um dia inteiro lá e achei que valeu muito a pena, tem bastante coisa para ver e principalmente, tem bastante coisa para aprender sobre a história do país. Muito mais que isso, daí depende do que você vai querer conhecer...

Independence Monument, Phnom Penh.
Andando do nosso hotel em direção ao Royal Palace, passamos pelo Monumento da Independência, que fica no meio de uma rotatória com um trânsito intenso e bizarro, não existe preferência, nem semáforo, por isso nem sequer cogitamos a hipótese de atravessar até ele. Foi construído em 1958, e desde então é o centro das atividades nas celebrações nacionais.

Quando chegamos ao nosso destino, descobrimos que o Palácio estava fechado, e depois de muitas abordagens de motoristas de Tuk Tuk oferecendo um city tour, não aguentamos mais dizer não e lá fomos nós o 'The Killing Fields', onde o Khmer Rouge, que assumiu o país em abril de 1975, executou ou deixou morrer de fome mais de um milhão de pessoas, todos que fossem acusados a ter conexões com o governo anterior ou governos internacionais, intelectuais e profissionais bem sucedidos (além de professores, jornalistas, médicos, advogados, engenheiros, etc., qualquer pessoa que usasse óculos de grau era considerada intelectual).

Monumento central em homenagem às vítimas.
O lugar é triste e pesado, porém bucólico... eu não conhecia nada sobre esta tragédia e foi um baque saber que isto aconteceu num passado bem recente, com alguns detalhes impressionantes e repugnantes de como as pessoas eram executadas, inclusive as crianças.   
The "Magic" Tree
No mais a viagem até estes 'campos de matança' é uma aventura por si só e você passa pela periferia, muito pobre, no meio ao trânsito frenético, você ve estudantes e trabalhadores caminhando na rua, entre motos, Tuk Tuks, carros e caminhões. Além disso, nosso motorista explicou que a grande maioria das fábricas ali são de produtos têxteis, sendo a maioria empresas chinesas, que exploram a mão de obra barata do país.

Esse video é uma peuqena amostra do porque eu chamei ficar quase 4 horas passeando de Tuk Tuk foi uma aventura:

Cuidado com os horários de funcionamento, roupas apropriadas e negocie muito bem com o motorista de Tuk Tuk, sim, com certeza você pegará um... o assédio é MUITOOO grande.

Mais sobre Phnom Pehn em um próximo post...