30 de março de 2011

Vietnã: de Hue para Hoi An

Nosso vôo de Ho Chi Min City era para Hue, eu ainda meio debilitada, chegando em Hue com chuva, susto, foi o primeiro aeroporto bem pequeno e não encontramos nada e nem ninguém para nos dar informações em inglês, pegamos um taxi, nossa idéia era pegar um ônibus na rodoviária para Hoi An, mas quem disse que o taxista nos entendia?

Ainda bem que ele ligou para outro taxista que falava e entendia inglês e consegui me comunicar, conversando com ele, a solução mais fácil era ir de taxi até Hoi An, por US$ 60,00. Diante das circunstâncias decidimos que era isso que faríamos, já tinha visto essa opção no Trip Advisor.

A viagem foi uma experiência meio tensa, além da chuva, carros, motos, caminhões e bicicletas dividindo uma pista simples, com acostamento meia boca... mas chegamos bem, sem sustos.

OBS: Peguem o Vôo para Da Nang para ir à Hoi An, meia hora de taxi apenas. Não conhecemos Da Nang, é um balneário de praia, cheio de resorts internacionais.

OBS2: Hue parece ter alguns monumentos interessantes para conhecer, infelizmente não ficamos na cidade.

29 de março de 2011

Vietnã: Ho Chi Minh City (Saigon) IV - Cu Chi Tunnels

Antes de comentar sobre Hoi An, PRECISO colocar aqui um último post sobre Saigon. Já dá para perceber que eu gostei muito da cidade, né? Mas o melhor passeio foi o último que eu fiz. É imperdível ir para os túneis de Cu Chi. Acabei pagando bem caro por esse passeio porque eu precisava voltar cedo para o hotel para irmos para Hue, mas dá para fazer por US$5,00.

Antes de viajar pedimos dicas para várias pessoas. Uma delas me indicou Cu Chi para ir, inclusive dando ênfase para a parte em que você pode atirar com as armas utilizadas na guerra do Vietnã. Adorei!

Em Cu Chi aprende-se muito sobre estratégias de guerra. É impressionante como conhecer a cultura local faz diferença. Os famosos túneis da guerra...Como cozinhar, cuidar de feridos, criar armadilhas para os opositores....e também quem eram os vietcongues. Os vietcongues eram trabalhodores que teoricamente eram aliados do Vietnã do Sul e durante a noite matavam os opositores do Vietnã do Norte. Bom, anyway, passeio sensacional. Não vou contar muito para não tirar a expectativa, mas algumas fotinhos valem a pena:






Eu atirei com a AK47 (curiosidade: a arma que mais matou no mundo). Mas é possível atirar com várias outras armas. Tá, não certei nem perto do alvo!!!!

Também dá para entrar nos túneis (última foto). Você pode andar 10, 100 ou 150 metros. os túneis foram adaptados para estaturas ocidentais (na época da guerra eram muito menores). Minha claustrofobia não permitiu andar nem 5 metros. Mas deve ser bem interessante.

Já comentei em posts anteriores que a vegetação da Ásia é muito parecida com a do Brasil. Lá em Cu Chi me obrigaram a experimentar mandioca....Tentei argumentar que conheço bem uma mandioquinha, mas não tive escolha. Comi. O problema é que lá eles comem com açucar....Uma afronta à nossa sensacional mandioquinha frita!!!!

27 de março de 2011

Vietnã: Ho Chi Minh City (Saigon) III

O hospital de Saigon é realmente bom (ver post anterior da Amelie)! E como o pessoal é educado! Nós fomos no final da tarde para o hospital e saimos de lá umas 10 da noite, eu morrendo de fome. Daí que eu percebi que não tem Mc Donalds no Vietnã....óbvio, eles odeiam tudo o que é americano (eles governo, não o pessoal que é de Saigon).

Falando um pouco sobre comida (a pedidos), depois de quase quinze dias na Ásia comendo várias comidas apimentadas, pricipalmente no Camboja, fiquei 4 dias em Saigon comendo pão e pizza. Meu estômago não aceitava de jeito nenhum pad thai, arroz, frango, abacaxi, castanha de caju e curry...Recomendo em Saigon os restaurantes dos hotéis, principalmente os que ficam na cobertura. Dá para ver bem a cidade, já que não tem muitos prédios. Mas a comida típica do Vietnã é sopa. Tomam sopa todas as horas do dia, inclusive no café da manhã. E olha que Saigon é uma cidade MUITO quente. Eu não experimentei nenhum, fiquei mesmo no pão e pizza nos primeiros dias e nas outras cidades voltei para as comidas asiáticas mais comuns aqui no Brasil.

No Vietnã a moeda é o dong. Chegando no país dá para tirar US$100 que dura por muitos dias. Isso dá 2 milhões de dongs mais ou menos, o que é super suficiente para pegar taxis, dar gorgetas, pagar a entrada dos lugares turísticos e demais coisas do dia a dia.

Apesar de Saigon ser uma cidade grande, são poucos os pontos turísticos para conhecer. O palácio do antigo governo do Vietnã do Sul é muito bonito. O jardim do lugar é muito bem cuidado, tem vários aviões/tanques usados na guerra, a arquitetura é sensacional e dá para aprender muito sobre a época da guerra. Claro que tem que ter um pouco de filtro pois os comunistas tentam fazer uma lavagem cerebral nas pessoas e colocam os norte americanos como os vilões da história o tempo inteiro. No mesmo dia dá para fazer essa visita e ir também no museu da guerra, que é bem pertinho. Super interessante o museu mas também tem que tomar cuidado com a forma que as informações são colocadas.



25 de março de 2011

Vietnã: visto, Delta do Mekong e outros contratempos

O brasileiro precisa de visto para  o Vietnã, você pode tirar nos países vizinhos, por exemplo o Camboja, o próprio hotel pode cuidar disso pra você ou então preencher o formulário online para o 'Vietnam Visa on Arrival', mas nós preferimos resolver as coisas por aqui, por isso mandamos nossos passaportes, formulários, fotos e taxas pagas, bem como os comprovantes de passagem para a Embaixada em Brasília que nos concedeu o visto por 15 dias e nos mandou o passaporte de volta.

Saigon é uma cidade que terei de voltar, os posts ficarão por conta da Ana, que visitou a cidade e conheceu a história da região... eu conheci o quarto do hotel, repouso é repouso...
A impressão "boa" que tive de lá? Fui muito bem atendida no FV Hospital, onde cheguei com 41 graus de febre, médicos, enfermeira, assistente de enfermagem e recepcionista, todos falavam inglês e minha prescrição médica veio em inglês também. Foi tudo muito rápido e fácil. Não consigo imaginar se no Brasil o atendimento para estrangeiro seria assim... mas acho que não (exceto em alguns poucos), e se na identificação deles constaria qualquer indicação de que falariam inglês.

Enfim, fizeram exames de sangue, radiografia (digital) e me medicaram, duas horas depois assinei o prontuário e meu seguro de viagem já tinha acertado o pagamento de tudo (Ana você foi sensacional: Thanks amiga!). Depois disso alguns dias de repouso no hotel e já estava melhor, pronta pra outra. Decidi compartilhar, porque depois de anos de viagem foi a primeira vez que tive um contratempo deste tipo e deu tudo certo no final e vai que alguém precisa de atendimento em Ho Cho Min City? Já tem uma boa indicação de hospital por lá.

O único lugar que conheci perto de Saigon foi o Delta do Mekong, passeio de um dia que a Ana já contou, reservamos pela Exotissmo e foi muito legal, passemos pelo Delta de Barco, pelo mercado de barcos, todos os tipos de frutas e hortifruti tinham por lá, eles penduram os produtos para ficar visível de longe. Fomos até casa de comerciantes locais onde vimos a produção de alguns produtos locais (até galo de briga tinha exposto).


Depois um velhinha nos levou numa 'canoa' por uma das ramificações menores e por fim, um passeio de bicicleta até a casa de uma família antiga, onde funciona um ótimo restaurante, que serve comidas típicas. A mulher que nos servia usava apenas hashis e descascou camarões com uma rapidez incrível.
Nosso serviço de bordo

Recomendo!

23 de março de 2011

Vietnã: Ho Chi Minh City (Saigon) II - Delta do Mekong

Antes de ir viajar nós agendamos uma visita para o Delta do Mekong com a agência Exotissimo. Valeu bastante a pena porque chegamos a noite e não tínhamos tempo para procurar tours. Assim não perdemos tempo de viagem procurando agências. Mas uma dica boa é chegar em Saigon e ir direto para a Pham Ngu Lao, rua que tem infitas agências de turismo com tours baratos. A vantagem do tour pela Exotissimo é que era só para nós duas, super private, mas com a desvantagem de ser caro.

Um guia foi nos buscar cedo no hotel com um carro e nós viajamos por um pouco mais de duas horas até pegar o barco para fazer o passeio no Mekong. A qualidade do serviço foi incrível. Um barco super bom, com frutas, chá, bicicleta e além de tudo confortável. Passamos por mais um mercado flutuante e na primeira parada visitamos algumas casas locais com pequenas produções de pinga de coco, bala de coco, folhas de arroz e outras iguarias da região. Dá inclusive para entrar nas casas e ver como o pessoal mora. Cultura bem diferente.

Essa foto eu coloquei para mostrar as regatas super legais que compramos em Ko Phi Phi
 




Passeamos de canoinha pelas partes mais estreitas do rio, usando um chapéu de arrozeiro:



Andamos de bicicleta pelas vilas do Mekong, nas ruas super estreitas e fica uma dica super importante: não tirar fotos nem filmar enquanto estiver andando de bicicleta! E sim, passa uma bicicleta e uma moto nesse espacinho ao mesmo tempo, é só não se desesperar!


Para fechar o passeio, almoçamos em uma casa local. Muita comida bem gostosa:


O delta do Mekong me lembrou muito o Pantanal. A vegetação, a comida...Incrível como dois países tão distantes podem ter fauna e flora tão parecidas!