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25 de março de 2011

Vietnã: visto, Delta do Mekong e outros contratempos

O brasileiro precisa de visto para  o Vietnã, você pode tirar nos países vizinhos, por exemplo o Camboja, o próprio hotel pode cuidar disso pra você ou então preencher o formulário online para o 'Vietnam Visa on Arrival', mas nós preferimos resolver as coisas por aqui, por isso mandamos nossos passaportes, formulários, fotos e taxas pagas, bem como os comprovantes de passagem para a Embaixada em Brasília que nos concedeu o visto por 15 dias e nos mandou o passaporte de volta.

Saigon é uma cidade que terei de voltar, os posts ficarão por conta da Ana, que visitou a cidade e conheceu a história da região... eu conheci o quarto do hotel, repouso é repouso...
A impressão "boa" que tive de lá? Fui muito bem atendida no FV Hospital, onde cheguei com 41 graus de febre, médicos, enfermeira, assistente de enfermagem e recepcionista, todos falavam inglês e minha prescrição médica veio em inglês também. Foi tudo muito rápido e fácil. Não consigo imaginar se no Brasil o atendimento para estrangeiro seria assim... mas acho que não (exceto em alguns poucos), e se na identificação deles constaria qualquer indicação de que falariam inglês.

Enfim, fizeram exames de sangue, radiografia (digital) e me medicaram, duas horas depois assinei o prontuário e meu seguro de viagem já tinha acertado o pagamento de tudo (Ana você foi sensacional: Thanks amiga!). Depois disso alguns dias de repouso no hotel e já estava melhor, pronta pra outra. Decidi compartilhar, porque depois de anos de viagem foi a primeira vez que tive um contratempo deste tipo e deu tudo certo no final e vai que alguém precisa de atendimento em Ho Cho Min City? Já tem uma boa indicação de hospital por lá.

O único lugar que conheci perto de Saigon foi o Delta do Mekong, passeio de um dia que a Ana já contou, reservamos pela Exotissmo e foi muito legal, passemos pelo Delta de Barco, pelo mercado de barcos, todos os tipos de frutas e hortifruti tinham por lá, eles penduram os produtos para ficar visível de longe. Fomos até casa de comerciantes locais onde vimos a produção de alguns produtos locais (até galo de briga tinha exposto).


Depois um velhinha nos levou numa 'canoa' por uma das ramificações menores e por fim, um passeio de bicicleta até a casa de uma família antiga, onde funciona um ótimo restaurante, que serve comidas típicas. A mulher que nos servia usava apenas hashis e descascou camarões com uma rapidez incrível.
Nosso serviço de bordo

Recomendo!

10 de março de 2011

Camboja: Phnom Penh III

Phnom Penh é uma cidade que mostra bastante a cordialidade do povo, o assédio aos turistas e o stress do trânsito do Camboja. Lá também já é possível sentir bastante os efeitos do ar seco: várias pessoas usam máscaras na rua. A explicação que ouvi é que as máscaras são para proteger da poluição, mas a cidade não é tão poluída assim. Nos meses de inverno chove muito pouco e a temperatura beira aos 30 graus celsius (imagina no verão, que passa dos 40!). A vegetação é muito parecida com a de Cuiabá...o que já dá para dar uma ideia para quem foi para a Capital do Mato Grosso.

Em Phnom Penh os rios Tonlé Sap e Mekong se encontram, o que faz da cidade um importante "'icone" geográfico. O Delta do Mekong (que abrange mais o Vietnã) é a segunda maior área alagada do mundo (na época das cheias - verão), atrás apenas da bacia do rio Amazonas. A cultura local se adapta perfeitamente às épocas de seca (inverno) e às épocas de cheia. A bacia desses rios quituplica de tamanho no verão!!! Imagina o que não chove!

Assim como na Tailândia, tudo é muito perfumado e leve. As roupas de cama, as toalhas, as massagens, tudo, tem um cheiro muito gostoso. Olha o capricho do nosso quarto no hotel:


E todos os dias tinham flores em cima da cama!

Uma coisa que me impressionou muito lá foi o trânsito (Amelie já falou um pouco, mas quero desabafar!!). Sabe quando mandam um video por email de cenas bizarras de trânsito e que certeza que são montagem?? Pois é, não são! A única vantagem é que as pessoas dirigem MUITO devagar. Por isso não acontecem muitos acidentes. Mas não tem respeito nenhum pelas leis básicas de trânsito: todo mundo anda na contra-mão, buzina para tudo, faz ultrapassagens perigosas...e os cruzamentos - SOCORRO!!! hahahaha! No começo, quando pegamos (cedendo à pressão master do motorista) o tuk tuk para fazer o city tour, quase surtamos. Depois começamos a filmar e dar risada. E atravessar a rua??? Impossível. O jeito é seguir um cambojano nessas horas. Bem mais seguro.

Dica: Para o Camboja pode levar dólares apenas. É praticamente a moeda local. Cuidado apenas com as notas falsificadas. Importante também é negociar as compras: baixa-se bastante o preço.